Liquidificador
Liquidifico a dor
em pulsadas fortes,
definitivas.
O caldo é grosso,
açaí-lama de rara composição
escorre goela abaixo,
cor de vinho, cor funda, cor de dor.
Engasgo.
E vomito.
Escrito por Flávia às 01h25
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BOM HUMOR
Há (deve haver) em algum lugar. Num fundo de armário, na “posta restante”, no bolso de um casaco. Na terra ou no céu, sei lá onde e não importa. Deve haver, trancada com chave seqüestrada, qualquer palavra, em alguma língua. Me dê alguém, por tudo que (não) é mais sagrado, a boca que traga essa palavra-cama onde eu descanse da falta de ar. Da falta de senso, da falta de lugar, de visão, de rumo, de aviso... Viva Caetano! ... e como o mundo anda chato! Chatíssimo.
Eu confesso: não tenho mais saco!! Ô coisa cansada que é vestir a fantasia pra pisar nesse mundinho de egos na vitrine. Não é nem pré-conceito... É pós-conceito e não se fala mais nisso. E tem mais: tô fora desse mundo de prefixos e sufixos!! Vaidade é lixo tóxico e eu não nasci terreno baldio.
Alguma coisa está fora da ordem (caetaneando again...) - e não que a ordem seja que tudo deva estar em ordem. Falta de planejamento é bom. Surpresa é bom. Inesperado é bom. Desvio é bom. Devo estar louca, é bem provável. Ou não. Embora eu ache mesmo que loucos são loucos e pronto. Aqueles outros, estrangeiros ao ninho da minha emoção bacana que sabe o que quer e regram, que rotulam, que não entendem nada. Aqueles imbecis que não sabem ouvir, que não sabem sentir. Aqueles imbecis que não sabem nada, by the way.
Meus horizontes são outros. Bem outros. E do mundo.
ps. Ave, Leila.
Escrito por Flávia às 01h13
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