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Juliette
Um livro inteiro, cheinho de notas vermelhas não chegaria para descrever Juliette...
Para se ter uma idéia do que é esta mulher nascida em 1964, seu primeiro papel no cinema foi no ultra-polêmico "Je vous salue, Marie", de Godard. Mas a primeira vez que vi Juliette atuando foi em 1988, em "A insustentável leveza do ser". Lembro ter ficado estupefata com o que vi, baseado no livro de Milan Kundera, que eu lera então há pouco. O triângulo do filme se dá entre os personagens de Juliette, Daniel Day-Lewis e Lena Olin. Coisa demais para uma 'regular-teen' de 16 anos. Mas como eu nunca foi 'regular' em nada (como disse no post da Verônica, adoro contracorrentes!), mergulhei fundo na vida sem ensaios de Kundera, a tal tela branca que cada um pinta com a história de sua vida sem poder rascunhar antes. Absolutamente tudo que se faz é à vera, gravando direto, sem cortes. Para completar, grande parte do filme se passa nas ruas da estonteante e profunda cidade de Praga, durante o evento que a história chama de "Primavera de Praga" (a luta do país pela desestalinização da então Tchecoeslováquia, pelo fim do monopólio do Partido Comunista, pela liberdade de imprensa e do cidadão, pela reintegração dos perseguidos... a alegria que durou até a chegada dos elefantes brancos dos europeus orientais aliados à URSS pela hegemonia soviética).
Observando a filmografia de Juliette, vê-se que os projetos nos quais ela se engaja (salvo uma ou outra "comédia") trazem um nível de densidade bem particular - talvez impressa por ela, cujo olhar montanha-russa da emoção é imagem que diz mais do que as tais mil palavras. Meu filme preferido é "Bleu", de 1993, o primeiro da trilogia do polonês Krzysztof Kieslowski, que se completaria nos anos seguintes com "Blanc" e "Rouge", e estampou com rara sensibilidade a vida na França. Devo ter visto esse filme umas dez vezes.
Vi outros tantos, de "Les Amants du Pont Neuf" a "Chocolat" (pelo qual foi indicada ao Oscar, ao prêmio da Academia Britânica e a tantos outros prêmios de melhor atriz). Não posso deixar de citar o maravilhoso "The english patient", no qual ela interpreta a enfermeira Hana e pelo qual recebeu três importantíssimas premiações: Oscar, Berlim, BAFTA, o prêmio da Academia Britânica de Artes e o European Film Awards. Tenho vários em DVD, todos os que consegui comprar no Brasil e mais alguns importados pelo site francês da Amazon que, para minha desgraça, faz entregas no Brasil a peso de ouro. Vida de fã tem dessas coisas.
A filmografia de Juliette foi retirada do site IMDb - Internet Movie Database, um paraíso para os que querem saber mais sobre cinema. Prepare o melhor lugar do sofá e boa viagem!
1985 - Je vous salue, Marie / Les Nanas / La vie de famille / Adieu blaireau / Rendez-vous
1986 - Mon beau-frère a tué ma soeur / Mauvais sang
1988 - The unbearable lightness of being
1989 - Un tour de manège
1991 - Les amants du Pont Neuf
1992 - Wuthering heights
1993 - Trois coleurs: bleu
1994 - Trois coleurs: blanc / Trois coleurs: rouge
1995 - Le hussard sur le toit
1996 - Un divan à New York / The english patient
1998 - Alice et Martin
1999 - Les enfants du siècle
2000 - La veuve de Saint-Pierre / Code inconnu / Chocolat
2002 - Décalage horaire
2004 - Country of my skull
Escrito por Flávia às 11h00
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Escolha
As fotos de Juliette Binoche, minha atriz preferida e para mim uma das melhores de todos os tempos, são para lembrar que ainda não falei por aqui de Leila Pinheiro (amiga queridíssima e também super-fã da Binoche), minha cantora preferida e para mim uma das melhores de todos os tempos. Voltarei a ambas. Sempre.
  
Escrito por Flávia às 13h55
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A gente precisa ver o luar

O primeiro eclipse da lua ocorrido este ano foi recebido com entusiasmo em alguns pontos do Rio, como no Arpoador. "O fenômeno acontece sempre que a Terra fica entre o Sol e Lua, criando uma sombra sobre o satélite." A explicação é do Jornal Nacional. Eu confesso que lembrei mas depois esqueci. Bem, não deixem de ver a lindíssima foto do Custódio Coimbra, fotojornalista do jornal O Globo, colocada no site do jornal há pouco, em FOTO-GALERIA, que enquadra a lua e os braços abertos do Redentor, visto de costas. A foto ao lado é da Reuters.
Escrito por Flávia às 23h31
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Planeta Verônica
   
Acordei pensando nela. Da direita para a esquerda (porque adoro contracorrente!), os mais recentes discos de Verônica Sabino, de 99 pra cá: Vênus, Novo Sentido, Passado a Limpo, Agora. Divertidíssima pessoa, ótima cantora, cheia de sacações na vida e na voz deliciosa, Verônica antecipou em "Novo Sentido" o que neguinho hoje vende como "descoberta" por aí... "Novo Sentido" é um dos melhores discos que já ouvi, como conceito, integridade e coerência. Verônica é o que há. Aliás, é muito melhor que isso. Verônica sempre!!!!
Escrito por Flávia às 11h25
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No dial das FMs cariocas
Tenho ouvido no rádio um sem número de "novas cantoras" da música brasileira... Entre tanto pastiche e letrinhas débeis, é inevitável constatar que:
Saudades de Adriana Calcanhotto!!!
Escrito por Flávia às 10h35
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Na Paulista os faróis já vão abrir...
Desde ontem a paisagem carioca está manchada com uma neblina de espessa densidade e escura. Definitivamente, Rio de Janeiro com cityscape de São Paulo não combina. A foto abaixo foi tirada há pouco da minha varanda de onde, até anteontem, eu avistava o Dois Irmãos.

Escrito por Flávia às 10h20
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Vento no litoral
  
Escrito por Flávia às 08h22
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Dorival Caymmi
A notícia não é nova, mas nunca é demais comemorar: Dorival Caymmi fez 90 anos no dia 30 de abril. A charge do Chico, publicada hoje, portanto com dois dias de atraso, no jornal carioca O Globo, lembrou-me que sempre é tempo de celebrar Caymmi. Não bastasse a vasta obra, recheada de clássicos como "Sábado em Copacabana", "Só louco", "Marina" e "Promessa de pescador" (para citar apenas algumas que traduzem os temas mais recorrentes em suas canções que tão delicadamente ressaltam as "cores, coisas, personagens e sabores da terra"), Caymmi também deu para a música brasileira os filhos Dori, Nana e Danilo. Minha família costumava passar férias em Rio das Ostras, ex-balneário delicioso e rústico da Região dos Lagos fluminense. Cresci avistando Caymmi andando descalço à beira-mar. Nana, com quem eu também cruzei algumas vezes na praia de Rio das Ostras é, na minha opinião, uma cantora de arrepiar, uma das grandes da nossa música. Pensando em que canção citar na voz de Nana, vieram de imediato "Contrato de Separação", de Dominguinhos e Anastácia e "Só Louco". Dori é um mestre das harmonias sofisticadas no bom sentido, Danilo é um dos autores de "Andança"... Vida longa a Caymmi e seus desdobramentos!!!
Escrito por Flávia às 21h59
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Jibóias, sucuris e outras cobras fatais...
Lugar-comum: todo cuidado é pouco. Sobre o trecho de Caio Fernando Abreu (publicado no post de 01/05), escritor mais bacana e mais "moderno" que todos os faux-bacanas-e-modernos reunidos no mesmo saco de gatos que se vê por aqui e por aí: todo cuidado com as cobras é pouco. O Instituto Butantã mora ao lado. As sinuosidades voluptuosas que envolvem, asfixiam fatalmente. Há poucos dias sofri um ataque desse tipo. Sobrevivi (hehehehe...). Só indo ao Ritz comer um filé com soro antiofídico para comemorar.
Escrito por Flávia às 14h50
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Retrovisor

Deixar-se surpreender é um estado de espírito. A beleza do Rio de Janeiro entra pelas frestas do olhar, pelas quinas da vida, pelos cantos da cidade, pela janela do carro.
Ontem, cinco da tarde, a caminho da Barra da Tijuca.
Escrito por Flávia às 13h09
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